Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Extracto de vida IV

 
 
Liguei-lhe, não porque o considerasse muito especial, mas porque me sentia muito só e tinha “fome”, uma enorme “fome”, daquelas fomes que só passam quando temos alguém dentro de nós e que nos consegue revelar até que ponto somos “boas”.
 
Era um belo exemplar, alto, atlético, com um cabelo ondulado alourado, muito apetecível, combinámos tomar um café, precisava de confirmar se a minha impressão de há uns meses atrás, numa reunião profissional, se mantinha e se ainda valia a pena o “esforço” de me insinuar.
 
 
Após o trabalho lá fui ter com ele, a um bar perto do seu local de trabalho, aconselhado por ele. Penso que também lhe apeteceu exibir-me para os colegas, não me fiz rogada, nesse dia tinha um vestido particularmente colante e curto, já que é para exibir que se exiba algo provocante.
 
Quando me viu, mediu-me toda, fiquei arranhada com aquele arrepio de me sentir desejada, ele estava exactamente como me lembrava, com especial destaque para o porte atlético. Decidi que o ia “comer” todo, mas antes sabia que tinha de dar a volta a uma questão.
 
 
Conversámos, rimos, bebemos o nosso café e disse-lhe que tinha de ir apanhar o meu transporte “Eu levo-te” diz ele, “Ok” respondi, pensei para comigo “escusas de tentar seja o que for porque hoje não levas nada”.
 
Portou-se lindamente, levou-me até ao meu transporte, na despedida deu-me um beijo nos lábios, desajeitado, ansioso, nervoso. Fui pelo caminho a pensar que teria de o ensinar a beijar, mas satisfeita por ter refreado a minha “fome”, permitindo que o que viesse a acontecer fosse premeditado, friamente, por mim.
 
 
No final da semana decidi ligar-lhe novamente, “Olá, apetece-te sair na Sexta-feira?” perguntei, “Contigo, saio nos dias que quiseres”, respondeu-me, (que resposta mais sem piada, mas eu não estava ali para lhe achar graça).
 
Na tal sexta-feira fiz questão de me tornar ainda mais provocante, tanto quanto me foi possível. Ao entrar no comboio verifiquei que tinha sido bem sucedida, não havia cabeça masculina que não me seguisse. O meu ego estava em alta quando fui ter com ele, e elevou-se no espaço quando me disse ao ouvido “Isso é tudo para mim?”, “Claro que sim, se tu quiseres” respondi eu.
 
 
Estava definido o ambiente da noite, levou-me a um bar onde voltou a me exibir perante uns amigos, mas o volume que ele tinha nas calças, as mãos que exploravam o meu vestido e que avaliavam o corpo que estava por baixo, eram sinais evidentes do seu desejo crescente e deixavam-me adivinhar que não estaríamos ali muito tempo. Até que ganhou coragem e me disse: “Quero estar sozinho contigo”, “Eu também” respondi-lhe.
 
Saímos do bar, levou-me até a um motel perdido na Serra de Sintra, subimos a um quarto com um aspecto “vazio”, onde a cama era tudo o que importava, e nós, ele excitado até ao cúmulo, eu triunfante por ter atingido o meu objectivo de uma forma rápida.
 
 
Virou-me de costas de repente, senti as suas mãos em mim com muita ansiedade, os seus lábios no meu pescoço revelavam uma respiração ofegante, senti como estava duro com a vontade de me ter, provoquei um pouco mais, rocei-me nele, gemeu. “Queres-me, queres que te meta todo?” disse-me, “Quero, quero todo” respondi.
 
Tirou-me a roupa de uma forma rápida, ansiosa, mas nem por isso desajeitada, enquanto isso eu desapertei-lhe o cinto das calças e os botões da camisa, mas não tive tempo para mais, atirou-me para cima da cama e acabou de se despir sozinho.
 
 
Subiu para a cama, abriu-me as pernas e de joelhos à minha frente, puxou-me, quase com violência até sentir que entrava em mim, aí, gemeu mais alto e, indiferente a qualquer outra coisa, puxou-me com violência, metendo-o todo até me obrigar a soltar um grito de dor.
 
A violência do momento obrigou-me a gemer de dor, tentei fugir, mas não foi possível, descarregou em mim o seu desejo animal que tinha criado de uma forma brutal, até que o senti encher-me com um orgasmo que o levou a gritar.
 
 
Fiquei quieta sem me mexer, um pouco receosa do próximo passo. Tudo tinha acalmado, pediu-me desculpa pela violência, perguntou-me como me podia compensar e, poucos minutos depois, senti que o seu desejo reacendia com a ajuda dos meus lábios e da minha língua.
 
Tivemos tudo para passar uma noite de sexo excelente, ele era uma pessoa “motivada” e “empenhada” mas um pouco desajeitada.
 
 
Nunca mais, nos meses seguintes, voltou-se a repetir aquela violência do desejo descontrolado e nunca, nem nos meses seguintes, me conseguiu provocar um único orgasmo.
 
Até que eu decidi não lhe telefonar mais.
 
É verdade, nunca cheguei a dar-lhe o meu número!
 
O Silêncio

publicado por Fecho Aberto às 09:09
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De secrets in me a 30 de Agosto de 2008 às 17:44
Muito bom!

Mas deixa que te diga que há dias assim.
Um gajo deixa-se levar por tudo e mais alguma coisa, deixando o mais importante para segundo plano.
Acho que deverias dar ao jovem uma 2º chance. :)




De O_silencio a 30 de Agosto de 2008 às 21:59
Secrets.........a mesma gota de água não volta a passar pela mesma ponte.

O que eu queria dele......obtive.

Gostaria de ter o teu comentário neste.....
http://obeijodoce.blogs.sapo.pt/tag/extracto+vida+sil%C3%AAncio

Das-me?

Obrigado.......um beijo


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