Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

A Minha Primeira Vez I

 

A minha descoberta.
 
 
 
Há muito, muito tempo era eu ainda uma menina, ingénua como tantas outras, mas com um ardor incompreensível para mim. O meu corpo crescia a olhos vistos, fisicamente estava uma mulher e apesar da ingenuidade, crescia em mim um ardor interior difícil de conter e do qual eu não tinha noção, apenas sentia.
 
 
Certo dia enquanto andava de bicicleta senti algo estranho no meu corpo, um tremor interior que percebi que aumentava à medida que apertava a minha vagina (na altura, o meu pipi) contra o selim da bicicleta, quanto mais aumentava a pressão mais aumentava o calor e a sensação gostosa que me fazia pedalar com mais força e intensamente até que senti uma vibração, algo dentro de mim tinha explodido e sentia-me voar enquanto pedalava e voava…
 
 
Fui para casa sem saber o que tinha acontecido, deitei-me na minha cama, despi-me e pesquisei o meu corpo, o meu pipi, que estava molhado e escorregadio, mas ninguém me sabia dizer o que era aquilo, nenhuma das minhas colegas o sabia. Fiquei assim, desejosa de voltar a andar de bicicleta.
 
 
Alguns dias mais tarde enquanto arrumava o quarto do meu irmão descobri umas revistas de banda desenhada, apercebi-me de homens e mulheres em posições estranhas e fazendo coisas que eu desconhecia. Enquanto desfolhava cada folha, comecei a sentir o mesmo calor intenso a subir-me por entre as pernas e a instalar-se no meu pipi que tremia e saltava, como que por instinto as minhas mãos ganharam vida própria e comecei a tocar-me onde sentia aquele ardor. Encontrei dentro de mim um botãozinho que quanto mais eu tocava, mais ele saltava e mais calor me dava, um calor tão gostoso um prazer tão guloso e eu não consegui mais parar, à medida que a pressão da minha mão aumentava mais prazer sentia, sim era essa a palavra era esse o termo, prazer… e a sensação do voo enquanto andava de bicicleta voltou, voltei a voar, desta vez fechada no quarto do meu irmão, deitada na cama, as minhas mãos não paravam e eu voei… planei pelo quarto, deitada naquela cama.  Sentia-me calma, leve. Mas não me chegava. Queria mais, precisava de mais. E desde daí foi uma busca constante, por mais…
 
 
 
Voltei atrás no tempo, fui lá bem ao fundo das minhas memorias, para me lembrar que a minha busca, a minha procura por saber, por querer aquele sentir e mais daquele prazer que me lembrei que a informação de que precisava, não existia, os adultos fugiam das respostas e as minhas colegas de infância também não sabiam desse sentir, hoje sei que era precoce, e assim, comecei por tentar ensinar à minha amiga da escola, o que tinha descoberto, mas de uma forma mais intensa, mais directa.
Certa tarde depois da escola, sem ninguém em casa e enquanto brincávamos comecei a tocar nela, a princípio fugiu, inibida e assustada com medo de mim, mas mesmo assim embaraçada deixou que eu lhe dissesse com as minhas mãos o prazer que podia sentir, todo o seu corpo tremeu, peguei nas suas mão e ensinei-a onde me tocar e ia tocando nela, acariciando-a, sussurrava-lhe para ela me fazer como eu fazia nela, e assim começamos a descobrir o corpo uma da outra.
 
 
As sensações provocadas por umas mãos que não as minhas eram deliciosas, intensas, gostosas, e na ânsia de voar, afinal, não sabia que podia ser muito melhor estar assim a sentir lentamente, depressa chegamos ao êxtase, ao primeiro dela, que envergonhada por aquilo que tinha acontecido não conseguiu olhar-me e continuou na brincadeira. Não falamos mais nisso, continuamos nas nossas casinhas de bonecas e mães e filhos, assim o dia passou.
Certo dia, nas nossas brincadeiras de mães e filhas e pais, tocamo-nos e voltamos a sentir aquela vontade, começamos de novo, desta vez já sem o medo inicial dela, e cheia de vontade de voltar a sentir aquele voo gostoso recomeçamos o nosso jogo e estávamos tão envolvidas que não reparamos que entrou na nossa tenda de bonecas o primo dela, bem mais velho, que estava ali a observar-nos. Quando demos por ele os olhos dele chispavam do que hoje sei ser tesão e desejo, olhou-me e disse-me que podia dar-me mais do que ela. Que sabia mais sobre aquelas brincadeiras. Tremi de medo e de excitação, ela saiu e ficamos a sós. Gostava daquele olhar que ele me dirigia, pediu que me deitasse e tocou-me, sim ele sabia tocar-me muito melhor que ela, percorria-me com as mãos, sabia tirar do meu corpo sensações ainda mais fantásticas que eu ou ela, entrou em mim com alguma coisa macia, sentia a doçura daquele toque aquele entrar e sair era delicioso, e de repente senti um enorme espasmo dentro de mim. Uma sensação quente e envolvente, doce e o meu corpo soluçava, e ao mesmo tempo acalmava. Tinha sido realmente muito bom. Fomos embora, envergonhados e ao mesmo tempo felizes, achava eu.
Descobri então que os rapazes, faziam daquilo a sua história, da sua maneira e que neles era tido como normal, em mim não. Percebi então que sexo era considerado feio e sujo para as mulheres, e que as meninas boas não faziam isso. Não sei o que aconteceu a seguir, porque desta parte não consigo lembrar e enterrei nas minhas memórias, naquele canto em que ficam adormecidas, apagadas para sempre.
Sei que nunca mais tive namorados nem deixei nenhum rapaz chegar perto de mim e deve ter sido nesse tempo que comecei a viver de sonhos e contos de fadas. A espera do príncipe que um dia iria aparecer, mas esse príncipe nunca aparecia e à noite na solidão do meu quarto, quando todos dormiam eu me tocava, sentia aquele fogo, aquele prazer chegar, voava e adormecia.
Cresci, e na adolescência me tornei uma mulher precoce, avantajada e provocava nos homens, principalmente nos bem mais velhos, murmúrios e piropos ordinários que detestava e me metiam nojo.
 
Comecei a usar esse charme, com rapazes, e essa sedução, tinha uma fila de pretendentes. Mas nenhum me fazia vibrar.  E nada de encontrar aquele amor… Os anos foram passando, as minhas amigas saíam com os namorados e eu sempre só. Estudava, dançava e vivia sem aquele carinho. À noite voava sozinha, e esquecia. E assim cheguei aos 20 anos, alegre, divertida e só.
 
CamaReira

publicado por Fecho Aberto às 01:15
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5 comentários:
De o_silencio a 9 de Setembro de 2008 às 13:10
Assim nascem tantos preconceitos .........refrear o corpo só pode fazer-nos mal.

Beijo.........e benvinda ao munda da partilha


De Fecho Aberto a 9 de Setembro de 2008 às 22:03
por isso mesmo minha fada te digo para me soltares o desejo do teu corpo

beijo atiradiço


De CamaReira a 13 de Setembro de 2008 às 17:07
A melhor forma é mesmo não refrear os sentidos, as vontades os desejos. Mas nem sempre isso é possivel.
E hoje sei muito mais, afinal, em todas as descobertas não sabemos muito bem ao que vamos, nem o que nos espera.
Agora... Espero-vos.

Beijos Ardentemente (Des)esperados


De Fecho Aberto a 15 de Setembro de 2008 às 08:36
bom, hoje sabe muito mais...
e agora espera-nos...
bem e o que tu sabes serve para mim?

beijos ardentemente desesperados de sabedoria


De CamaReira a 15 de Setembro de 2008 às 08:48
Não sei se serve, mas vamos tentar. Ensinamo-nos mutuamente, uma aprendizagem partilhada sabe muito bem.

Beijos Ardentemente Partilhados


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